Jonathan Meades, no Intelligent Life (The Economist), edição da Primavera de 2009, escreve sobre ícone, que considera uma palavra omnipresente. Cada época usa um léxico próprio com algumas palavras a terem um emprego exagerado (hoje, no começo de uma frase, diz-se o irritante: "é assim"). Isto é, as palavras são sujeitas a modas, a morais, a etiquetas, à política e à música popular. Hoje, uma palavra tem uma vida quase desconhecida, amanhã, pode ser um termo influente. Há palavras pseudo-científicas que vêm dos dirigentes - empowerment, SWOT, driver, implementar. O jornalês pode ser outro tipo de linguagem.
Vivemos, continua Meades, num mundo de celebração e moda permanente (hype). Tudo tem classe mundial, qualquer banda rock que sobreviva à depreciação narcótica ou a um empresário menos sério é lendária, os artistas são heróis. Cada cidade ou região tem um edifício de que se vangloria: torre, catedral, arranha-céus, câmara municipal. Para além da representação e do símbolo, estas estruturas têm utilidade: a estação do Oriente (Calatrava), o museu Guggenheim de Bilbau (Gehry), a ópera de Sidney (Jørn Utzon). A estas estruturas juntam-se imagens, esculturas, ícones.
Implícito no uso moderno de icónico é a aspiração deliberada de investir coisas e pessoas com propriedades que se tornam milagrosas e sobre-humanas, mágicas e parecidas a deuses, Futebolistas, estrelas de cinema, celebridades, Jagger parece Pã, o deus dos bosques, dos campos, dos rebanhos e dos pastores da mitologia grega, Robert Plant lembra Dionísio, deus grego do vinho, das festas, do lazer, do prazer [Barack Obama, pelo artista de rua de Los Angeles Shepard Fairey]. A mudança do nome de Farrok Bulsana para Freddie Mercury foi uma antevisão do que aconteceu. A música popular criou estes deuses. Regimes como o Terceiro Reich (Hitler), União Soviética (Estaline) e China (Mao) foram teocracias (tipo de governo com influência religiosa): os ditadores procuraram matar Deus e substitui-lo.
1) afectam-nos quer gostemos ou não. Exemplos: Picasso, Oprah Winfrey, Michael Schumacher,A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.
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