Domingo, 31 de Agosto de 2014

Kate Bush

Naquele Verão de 1985, o programa Discoteca de Adelino Gonçalves na Rádio Comercial (13:00-15:00) passava todos os dias Kate Bush, Running Up That Hill. O sol, a terra, a água morna do mar e as conversas ao almoço nas férias algures numa praia no centro do país ainda estão na minha memória. Exactamente quando Agosto acabava e Setembro começava.
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publicado por industrias-culturais às 21:43
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Kate Bush

Naquele Verão de 1985, o programa Discoteca de Adelino Gonçalves na Rádio Comercial (13:00-15:00) passava todos os dias Kate Bush, Running Up That Hill. O sol, a terra, a água morna do mar e as conversas ao almoço nas férias algures numa praia no centro do país ainda estão na minha memória. Exactamente quando Agosto acabava e Setembro começava.
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Da amplificação sonora

Foi há quase três anos que assisti à representação da ópera Sansão e Dalila, de Camille Saint-Saëns, no Coliseu do Porto. A história baseia-se no "Livro dos Juízes" e narra a exortação de Sansão junto dos hebreus que choram a derrota diante dos filisteus. Depois, aparece Dalila, acompanhada de outras palestinianas, com flores e cânticos a celebrar a chegada da Primavera. Dalila procura seduzir Sansão. Preso numa prisão em Gaza, a Sansão cortam-lhe os cabelos e cegam-no, pelo que perdeu todo o seu poder. No terceiro acto da ópera, passado no interior de um templo, Sansão faz uma prece a Deus, que parece restituir-lhe a força. Mas o templo desaba e morrem Sansão, Dalila, o sacerdote e os outros presentes.


Guardei o bilhete porque quis escrever não sobre a ópera em si mas sobre dois fenómenos que observei. O primeiro foi a atitude de uma espectadora durante quase toda a representação, a consultar o seu telemóvel, a ler a sua página de Facebook. Hoje é ainda mais notória tal actividade em qualquer sítio onde se esteja, no cinema, num concerto. Além das redes sociais, há também a tendência para fazer fotografias. Alguns músicos nos concertos pedem para os seus fãs não fotografarem ou usarem o telemóvel em qualquer situação. Isso aconteceu na semana passada em concerto dado por Kate Bush.

O outro fenómeno analisado nesse dia de Outubro de 2011 foi a distância a que, a partir do balcão popular, me encontrava do palco (ver desenho da sala). O som da orquestra e dos cantores, mesmo que poderosos, chegavam até mim com alguma dificuldade. Pensei - porque não electrificar (amplificar)? No teatro musical, isso já constitui prática, com pequenos microfones no cabelo dos cantores ou junto à boca.

Sei que isto é heterodoxo, inculto mesmo. Mas a leitura de um capítulo do livro de Andrew Crisell (2012), Liveness & Recording in the Media, trouxe de novo a questão à minha cabeça. No que me parecem as melhores páginas do seu livro, Crisell escreve sobre o aparecimento do rock & roll e as mudanças na dimensão dos grupos (bandas, orquestras) e no registo sonoro. A guitarra eléctrica e os seus acessórios (tremolo, fuzz-box, câmara de eco) distorcem a música face à realidade instrumental até aí empregue. A potência da amplificação faz com que quatro a seis músicos tenham um som mais elevado que uma orquestra completa.

Na gravação, o que era registado de uma só vez passou a sê-lo por parcelas, primeiro os instrumentos e depois a voz. Nesta divisão de tarefas, o registo faz-se por fases (takes), ficando o registo final o da melhor fase. Crisell tem uma frase central e que explica bem a transformação: até ao rock & roll, a gravação procurava seguir o mais fielmente possível o concerto ao vivo; depois do rock & roll, o espectáculo ao vivo, que seguia o disco e a sua promoção, nunca consegue atingir a qualidade e a perfeição de som da gravação no estúdio. Crisell ironiza: as bandas rock, tentando mostrar que a sua música tem nível, promovem espectáculos unplugged (acústicos), mas precisam sempre de electricidade para amplificar vozes e instrumentos.
publicado por industrias-culturais às 19:20
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Da amplificação sonora

Foi há quase três anos que assisti à representação da ópera Sansão e Dalila, de Camille Saint-Saëns, no Coliseu do Porto. A história baseia-se no "Livro dos Juízes" e narra a exortação de Sansão junto dos hebreus que choram a derrota diante dos filisteus. Depois, aparece Dalila, acompanhada de outras palestinianas, com flores e cânticos a celebrar a chegada da Primavera. Dalila procura seduzir Sansão. Preso numa prisão em Gaza, a Sansão cortam-lhe os cabelos e cegam-no, pelo que perdeu todo o seu poder. No terceiro acto da ópera, passado no interior de um templo, Sansão faz uma prece a Deus, que parece restituir-lhe a força. Mas o templo desaba e morrem Sansão, Dalila, o sacerdote e os outros presentes.


Guardei o bilhete porque quis escrever não sobre a ópera em si mas sobre dois fenómenos que observei. O primeiro foi a atitude de uma espectadora durante quase toda a representação, a consultar o seu telemóvel, a ler a sua página de Facebook. Hoje é ainda mais notória tal actividade em qualquer sítio onde se esteja, no cinema, num concerto. Além das redes sociais, há também a tendência para fazer fotografias. Alguns músicos nos concertos pedem para os seus fãs não fotografarem ou usarem o telemóvel em qualquer situação. Isso aconteceu na semana passada em concerto dado por Kate Bush.

O outro fenómeno analisado nesse dia de Outubro de 2011 foi a distância a que, a partir do balcão popular, me encontrava do palco (ver desenho da sala). O som da orquestra e dos cantores, mesmo que poderosos, chegavam até mim com alguma dificuldade. Pensei - porque não electrificar (amplificar)? No teatro musical, isso já constitui prática, com pequenos microfones no cabelo dos cantores ou junto à boca.

Sei que isto é heterodoxo, inculto mesmo. Mas a leitura de um capítulo do livro de Andrew Crisell (2012), Liveness & Recording in the Media, trouxe de novo a questão à minha cabeça. No que me parecem as melhores páginas do seu livro, Crisell escreve sobre o aparecimento do rock & roll e as mudanças na dimensão dos grupos (bandas, orquestras) e no registo sonoro. A guitarra eléctrica e os seus acessórios (tremolo, fuzz-box, câmara de eco) distorcem a música face à realidade instrumental até aí empregue. A potência da amplificação faz com que quatro a seis músicos tenham um som mais elevado que uma orquestra completa.

Na gravação, o que era registado de uma só vez passou a sê-lo por parcelas, primeiro os instrumentos e depois a voz. Nesta divisão de tarefas, o registo faz-se por fases (takes), ficando o registo final o da melhor fase. Crisell tem uma frase central e que explica bem a transformação: até ao rock & roll, a gravação procurava seguir o mais fielmente possível o concerto ao vivo; depois do rock & roll, o espectáculo ao vivo, que seguia o disco e a sua promoção, nunca consegue atingir a qualidade e a perfeição de som da gravação no estúdio. Crisell ironiza: as bandas rock, tentando mostrar que a sua música tem nível, promovem espectáculos unplugged (acústicos), mas precisam sempre de electricidade para amplificar vozes e instrumentos.
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Sábado, 30 de Agosto de 2014

Fuso

Em entrevista hoje publicada na "Atual" (Expresso), Jean-François Chougnet, antigo director do Museu Berardo e actual director do MuCEM - Musée des Civilisations de l'Europe et de la Mediterranée, falou sobre o financiamento da cultura na Europa. Já fora de Portugal há três anos, sobre o tema do financiamento, concluiu que os jovens "começam a reinventar projectos que não são menores", mesmo sem o apoio do Estado como outrora. No festival FUSO, ele ficou admirado com a vitalidade dos projectos, com mais de 120 candidaturas.

Dos vídeos que eu vi, ao ar livre no Museu da Electricidade, constatei isso mesmo. Gostei de alguns projectos, tendo-me ficado na memória o vídeo de Tiago Afonso, Ruído ou As Troianas (2014, 5:40). Uma torre do bairro do Aleixo (Porto) foi destruída por implosão. A zona, muito perto do rio Douro, é vista como um dos locais de tráfico de drogas. O vídeo mostra durante algum tempo as diversas torres até à queda de uma. Em voz off, ouvem-se gritos, nomeadamente de mulheres, entre os quais as palavras assassino e filho da puta. Depois, já sem esse som off, vêem-se as mulheres (e alguns homens) gesticulando e chorando, movimentando-se num círculo pequeno, indo até à barreira onde estava a polícia. Na parte final do vídeo, Tiago Afonso chama-as de mulheres derrotadas (abaixo: imagem do filme).



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publicado por industrias-culturais às 13:11
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Em entrevista hoje publicada na "Atual" (Expresso), Jean-François Chougnet, antigo director do Museu Berardo e actual director do MuCEM - Musée des Civilisations de l'Europe et de la Mediterranée, falou sobre o financiamento da cultura na Europa. Já fora de Portugal há três anos, sobre o tema do financiamento, concluiu que os jovens "começam a reinventar projectos que não são menores", mesmo sem o apoio do Estado como outrora. No festival FUSO, ele ficou admirado com a vitalidade dos projectos, com mais de 120 candidaturas.

Dos vídeos que eu vi, ao ar livre no Museu da Electricidade, constatei isso mesmo. Gostei de alguns projectos, tendo-me ficado na memória o vídeo de Tiago Afonso, Ruído ou As Troianas (2014, 5:40). Uma torre do bairro do Aleixo (Porto) foi destruída por implosão. A zona, muito perto do rio Douro, é vista como um dos locais de tráfico de drogas. O vídeo mostra durante algum tempo as diversas torres até à queda de uma. Em voz off, ouvem-se gritos, nomeadamente de mulheres, entre os quais as palavras assassino e filho da puta. Depois, já sem esse som off, vêem-se as mulheres (e alguns homens) gesticulando e chorando, movimentando-se num círculo pequeno, indo até à barreira onde estava a polícia. Na parte final do vídeo, Tiago Afonso chama-as de mulheres derrotadas (abaixo: imagem do filme).



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Sexta-feira, 29 de Agosto de 2014

Licenciamento para sincronização

"Hoje em dia, mais que tournées ou venda de discos, o licenciamento para sincronização é uma das principais fontes de receita para o mercado da música. Gera rendas que vão além do licensing fee: há royalties de transmissão, de discos de bandas sonoras, merchandising e performance. Isso fora a exposição da obra do músico, que é outro benefício que se conquista através do licenciamento e que pode gerar novas fontes de renda. Diversos artistas desconhecidos descolaram depois que amantes de música ou mesmo marcas e empresas foram atrás de sua música em função de um filme, comercial, programa de TV ou jogo" (Cultura e Mercado, de hoje).
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publicado por industrias-culturais às 20:48
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"Hoje em dia, mais que tournées ou venda de discos, o licenciamento para sincronização é uma das principais fontes de receita para o mercado da música. Gera rendas que vão além do licensing fee: há royalties de transmissão, de discos de bandas sonoras, merchandising e performance. Isso fora a exposição da obra do músico, que é outro benefício que se conquista através do licenciamento e que pode gerar novas fontes de renda. Diversos artistas desconhecidos descolaram depois que amantes de música ou mesmo marcas e empresas foram atrás de sua música em função de um filme, comercial, programa de TV ou jogo" (Cultura e Mercado, de hoje).
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História da imprensa de língua portuguesa

Em inglês, o livro A History of Press in the Portuguese-Speaking Countries (2014), organizado por Jorge Pedro Sousa, Helena Lima, Antonio Hohlfelft e Marialva Barbosa, tem nove capítulos, quatro sobre a imprensa em Portugal, três sobre a imprensa no Brasil, um sobre a imprensa na Galiza e um sobre a imprensa nas antigas colónias portuguesas. Como indica o prefácio, o objectivo do livro é tornar conhecida a génese e evolução da imprensa escrita em português à comunidade internacional.

No caso da imprensa portuguesa, os períodos estudados foram a monarquia, a Primeira República, a Ditadura e o pós-1974. No caso do Brasil, os períodos estudados foram a monarquia e a república. Um terceiro capítulo é dedicado aos jornalistas.

O capítulo sobre a imprensa das antigas colónias, assinado por Antonio Hohlfelft, despertou o meu interesse, dada a falta de bibliografia sobre o tema, como o historiador reconhece (p. 599). Hohlfelft (p. 611) elenca um conjunto de características comuns aos jornais estudados, de que destaco a troca de informação entre os diferentes jornais, com citação e transcrição de artigos, circulação de temas entre os jornais formando uma espécie de opinião pública geral, um jornal proibido era substituído por um novo título com o mesmo editorial e obrigações financeiras e assinantes, por vezes os jornais das colónias opunham-se a empresas coloniais, algumas de capitais ingleses e alemães, julgadas ineficientes, períodos sequenciais de censura, formato tablóide mas permitindo outros tamanhos, exigência inicial da identificação do director e do editor. Antonio Hohlfelft analisou a imprensa colonial em depósito na Biblioteca Municipal do Porto respeitante a Goa, Angola, Cabo Verde, Moçambique, Macau, S. Tomé e Guiné-Bissau.

Leitura: Jorge Pedro Sousa, Helena Lima, Antonio Hohlfelft e Marialva Barbosa (org.) (2014). A History of Press in the Portuguese-Speaking Countries. Ramada e Porto: Media XXI, 692 páginas, 25€  
publicado por industrias-culturais às 18:55
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História da imprensa de língua portuguesa

Em inglês, o livro A History of Press in the Portuguese-Speaking Countries (2014), organizado por Jorge Pedro Sousa, Helena Lima, Antonio Hohlfelft e Marialva Barbosa, tem nove capítulos, quatro sobre a imprensa em Portugal, três sobre a imprensa no Brasil, um sobre a imprensa na Galiza e um sobre a imprensa nas antigas colónias portuguesas. Como indica o prefácio, o objectivo do livro é tornar conhecida a génese e evolução da imprensa escrita em português à comunidade internacional.

No caso da imprensa portuguesa, os períodos estudados foram a monarquia, a Primeira República, a Ditadura e o pós-1974. No caso do Brasil, os períodos estudados foram a monarquia e a república. Um terceiro capítulo é dedicado aos jornalistas.

O capítulo sobre a imprensa das antigas colónias, assinado por Antonio Hohlfelft, despertou o meu interesse, dada a falta de bibliografia sobre o tema, como o historiador reconhece (p. 599). Hohlfelft (p. 611) elenca um conjunto de características comuns aos jornais estudados, de que destaco a troca de informação entre os diferentes jornais, com citação e transcrição de artigos, circulação de temas entre os jornais formando uma espécie de opinião pública geral, um jornal proibido era substituído por um novo título com o mesmo editorial e obrigações financeiras e assinantes, por vezes os jornais das colónias opunham-se a empresas coloniais, algumas de capitais ingleses e alemães, julgadas ineficientes, períodos sequenciais de censura, formato tablóide mas permitindo outros tamanhos, exigência inicial da identificação do director e do editor. Antonio Hohlfelft analisou a imprensa colonial em depósito na Biblioteca Municipal do Porto respeitante a Goa, Angola, Cabo Verde, Moçambique, Macau, S. Tomé e Guiné-Bissau.

Leitura: Jorge Pedro Sousa, Helena Lima, Antonio Hohlfelft e Marialva Barbosa (org.) (2014). A History of Press in the Portuguese-Speaking Countries. Ramada e Porto: Media XXI, 692 páginas, 25€  
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