Quarta-feira, 31 de Maio de 2006

REVISTAS FEMININAS


O papel principal – contributo para uma análise do que vêem as mulheres nas revistas femininas. Um estudo de caso – as capas da Elle de edição portuguesa foi tema de dissertação de mestrado de Helena Cordeiro, hoje defendida na Universidade Católica (Lisboa).

Como razões para a escolha do tema, Helena Cordeiro destacou o interesse por representações femininas globalizadas na imprensa de género, importante meio de comunicação de cultura de massas na actualidade, e porque é leitora do género. Escolheu a Elle (edição portuguesa), primeira revista internacional orientada para o público feminino a ser publicada no nosso país (Outubro de 1988). A nova mestre caracterizou o papel específico dos discursos escrito e de imagem patentes nas capas de uma revista feminina (glossy), “rosto” e anúncio da própria revista.

No seu trabalho, Helena Cordeiro desconstruiu a revista feminina, tentando entender o seu significado em contextos quotidianos e aferindo as razões da sua adaptabilidade além fronteiras, a partir de tipologia criada pela investigadora Joke Hermes. Fez análise empírica das capas (covers) e chamadas de capa (coverlines) da Elle portuguesa, de Outubro de 1988 a Dezembro de 2004 (16 anos e 3 meses, ou 189 capas), com um total de 38 variáveis, casos de moda, roupa, acessórios, cosmética, perfumes, maquilhagem, beleza e saúde.

De entre as conclusões, Helena Cordeiro constata que os objectivos propostos no editorial do número fundador da Elle portuguesa não foram cumpridos, nomeadamente a escassez de figuras portuguesas na capa. Isto embora o ano de 1998 tenha marcado o início de nova etapa na imagem de capa da Elle nacional, mantendo-se as mulheres bonitas e elegantes mas provenientes de outras áreas que não exclusivamente a moda – como o cinema e a música -, numa afirmação de outros talentos que não apenas o da beleza física. Desde o começo, as capas da Elle fazem uma representação estereotipada da mulher, apesar das chamadas de capa irem introduzindo temas de maior seriedade, destacando áreas como “dossiê”, “entrevista” e “reportagem”. A autora distinguiu ainda o papel pedagógico, de “afecto”, apoio e aconselhamento por parte das revistas femininas.
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O papel principal – contributo para uma análise do que vêem as mulheres nas revistas femininas. Um estudo de caso – as capas da Elle de edição portuguesa foi tema de dissertação de mestrado de Helena Cordeiro, hoje defendida na Universidade Católica (Lisboa).

Como razões para a escolha do tema, Helena Cordeiro destacou o interesse por representações femininas globalizadas na imprensa de género, importante meio de comunicação de cultura de massas na actualidade, e porque é leitora do género. Escolheu a Elle (edição portuguesa), primeira revista internacional orientada para o público feminino a ser publicada no nosso país (Outubro de 1988). A nova mestre caracterizou o papel específico dos discursos escrito e de imagem patentes nas capas de uma revista feminina (glossy), “rosto” e anúncio da própria revista.

No seu trabalho, Helena Cordeiro desconstruiu a revista feminina, tentando entender o seu significado em contextos quotidianos e aferindo as razões da sua adaptabilidade além fronteiras, a partir de tipologia criada pela investigadora Joke Hermes. Fez análise empírica das capas (covers) e chamadas de capa (coverlines) da Elle portuguesa, de Outubro de 1988 a Dezembro de 2004 (16 anos e 3 meses, ou 189 capas), com um total de 38 variáveis, casos de moda, roupa, acessórios, cosmética, perfumes, maquilhagem, beleza e saúde.

De entre as conclusões, Helena Cordeiro constata que os objectivos propostos no editorial do número fundador da Elle portuguesa não foram cumpridos, nomeadamente a escassez de figuras portuguesas na capa. Isto embora o ano de 1998 tenha marcado o início de nova etapa na imagem de capa da Elle nacional, mantendo-se as mulheres bonitas e elegantes mas provenientes de outras áreas que não exclusivamente a moda – como o cinema e a música -, numa afirmação de outros talentos que não apenas o da beleza física. Desde o começo, as capas da Elle fazem uma representação estereotipada da mulher, apesar das chamadas de capa irem introduzindo temas de maior seriedade, destacando áreas como “dossiê”, “entrevista” e “reportagem”. A autora distinguiu ainda o papel pedagógico, de “afecto”, apoio e aconselhamento por parte das revistas femininas.
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O papel principal – contributo para uma análise do que vêem as mulheres nas revistas femininas. Um estudo de caso – as capas da Elle de edição portuguesa foi tema de dissertação de mestrado de Helena Cordeiro, hoje defendida na Universidade Católica (Lisboa).

Como razões para a escolha do tema, Helena Cordeiro destacou o interesse por representações femininas globalizadas na imprensa de género, importante meio de comunicação de cultura de massas na actualidade, e porque é leitora do género. Escolheu a Elle (edição portuguesa), primeira revista internacional orientada para o público feminino a ser publicada no nosso país (Outubro de 1988). A nova mestre caracterizou o papel específico dos discursos escrito e de imagem patentes nas capas de uma revista feminina (glossy), “rosto” e anúncio da própria revista.

No seu trabalho, Helena Cordeiro desconstruiu a revista feminina, tentando entender o seu significado em contextos quotidianos e aferindo as razões da sua adaptabilidade além fronteiras, a partir de tipologia criada pela investigadora Joke Hermes. Fez análise empírica das capas (covers) e chamadas de capa (coverlines) da Elle portuguesa, de Outubro de 1988 a Dezembro de 2004 (16 anos e 3 meses, ou 189 capas), com um total de 38 variáveis, casos de moda, roupa, acessórios, cosmética, perfumes, maquilhagem, beleza e saúde.

De entre as conclusões, Helena Cordeiro constata que os objectivos propostos no editorial do número fundador da Elle portuguesa não foram cumpridos, nomeadamente a escassez de figuras portuguesas na capa. Isto embora o ano de 1998 tenha marcado o início de nova etapa na imagem de capa da Elle nacional, mantendo-se as mulheres bonitas e elegantes mas provenientes de outras áreas que não exclusivamente a moda – como o cinema e a música -, numa afirmação de outros talentos que não apenas o da beleza física. Desde o começo, as capas da Elle fazem uma representação estereotipada da mulher, apesar das chamadas de capa irem introduzindo temas de maior seriedade, destacando áreas como “dossiê”, “entrevista” e “reportagem”. A autora distinguiu ainda o papel pedagógico, de “afecto”, apoio e aconselhamento por parte das revistas femininas.
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Como razões para a escolha do tema, Helena Cordeiro destacou o interesse por representações femininas globalizadas na imprensa de género, importante meio de comunicação de cultura de massas na actualidade, e porque é leitora do género. Escolheu a Elle (edição portuguesa), primeira revista internacional orientada para o público feminino a ser publicada no nosso país (Outubro de 1988). A nova mestre caracterizou o papel específico dos discursos escrito e de imagem patentes nas capas de uma revista feminina (glossy), “rosto” e anúncio da própria revista.

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De entre as conclusões, Helena Cordeiro constata que os objectivos propostos no editorial do número fundador da Elle portuguesa não foram cumpridos, nomeadamente a escassez de figuras portuguesas na capa. Isto embora o ano de 1998 tenha marcado o início de nova etapa na imagem de capa da Elle nacional, mantendo-se as mulheres bonitas e elegantes mas provenientes de outras áreas que não exclusivamente a moda – como o cinema e a música -, numa afirmação de outros talentos que não apenas o da beleza física. Desde o começo, as capas da Elle fazem uma representação estereotipada da mulher, apesar das chamadas de capa irem introduzindo temas de maior seriedade, destacando áreas como “dossiê”, “entrevista” e “reportagem”. A autora distinguiu ainda o papel pedagógico, de “afecto”, apoio e aconselhamento por parte das revistas femininas.
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O papel principal – contributo para uma análise do que vêem as mulheres nas revistas femininas. Um estudo de caso – as capas da Elle de edição portuguesa foi tema de dissertação de mestrado de Helena Cordeiro, hoje defendida na Universidade Católica (Lisboa).

Como razões para a escolha do tema, Helena Cordeiro destacou o interesse por representações femininas globalizadas na imprensa de género, importante meio de comunicação de cultura de massas na actualidade, e porque é leitora do género. Escolheu a Elle (edição portuguesa), primeira revista internacional orientada para o público feminino a ser publicada no nosso país (Outubro de 1988). A nova mestre caracterizou o papel específico dos discursos escrito e de imagem patentes nas capas de uma revista feminina (glossy), “rosto” e anúncio da própria revista.

No seu trabalho, Helena Cordeiro desconstruiu a revista feminina, tentando entender o seu significado em contextos quotidianos e aferindo as razões da sua adaptabilidade além fronteiras, a partir de tipologia criada pela investigadora Joke Hermes. Fez análise empírica das capas (covers) e chamadas de capa (coverlines) da Elle portuguesa, de Outubro de 1988 a Dezembro de 2004 (16 anos e 3 meses, ou 189 capas), com um total de 38 variáveis, casos de moda, roupa, acessórios, cosmética, perfumes, maquilhagem, beleza e saúde.

De entre as conclusões, Helena Cordeiro constata que os objectivos propostos no editorial do número fundador da Elle portuguesa não foram cumpridos, nomeadamente a escassez de figuras portuguesas na capa. Isto embora o ano de 1998 tenha marcado o início de nova etapa na imagem de capa da Elle nacional, mantendo-se as mulheres bonitas e elegantes mas provenientes de outras áreas que não exclusivamente a moda – como o cinema e a música -, numa afirmação de outros talentos que não apenas o da beleza física. Desde o começo, as capas da Elle fazem uma representação estereotipada da mulher, apesar das chamadas de capa irem introduzindo temas de maior seriedade, destacando áreas como “dossiê”, “entrevista” e “reportagem”. A autora distinguiu ainda o papel pedagógico, de “afecto”, apoio e aconselhamento por parte das revistas femininas.
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DIRIGIR UMA REVISTA FEMININA

Sarah Glattstein Franco é directora da revista Cosmopolitan em Espanha há vinte anos, responsável pela criação desse projecto jornalístico. O seu romance Diário de uma directora de revista... feminina é, aliás, dedicado à sua redacção, ou melhor "dizendo, as minhas redacções".

Afirma Glattstein que a história nada tem a ver com as suas experiências reais. Mas fala, obviamente, da redacção de revistas dedicadas à moda, em que uma jovem jornalista de Salamanca, Isabel Gonzaléz Mata, ingressada num improvável jornal generalista chamado Heraldo de la Fortuna, começa a escrever um pequeno espaço sobre moda. Conseguiu criar uma rede de contactos - desde lojas que abriam na cidade do rio Tormes até à quase inatingível passagem de modelos em Madrid. Aí, conhece Palmira Acevedo Campos, directora da Femme. Algum tempo depois já estava em Madrid, a trabalhar como redactora da melhor revista de Espanha. Com algumas peripécias, como a ida à bruxa, aventuras amorosas e partilha de apartamento com Carla, que a convenceu a adquirir um novo look na roupa e no cabelo, Isabel Gonzaléz (também conhecida pelo diminutivo Isa) ascende rapidamente. Mas a directora da revista sai e Gloria Ansorena substitui-a. Entra com ela Anne Mendo Daniel, que rapidamente se torna confidente de Isabel, enquanto o lugar de Jacqueline, directora de moda, fica periclitante. Logo depois, Isa torna-se directora da Mulher Prática, com Anne a subdirectora e mais outros "reforços" trazidos da Femme. A Mulher Prática precisava de se reposicionar no mercado, para concorrer directamente com a Femme. Foi na nova publicação que viajou a primeira vez para Paris. E, quando tudo parecia estabilizado, Isa recebe um convite para dirigir a Femme, ela mesma. A indefectível Anne e Jacqueline - que andava a escrever um romance - acompanham-na na nova aventura.

Deixo outras divertidas peripécias do romance, e concentro-me em algumas parcelas do livro, onde se descreve o ambiente de uma redacção de revista feminina. Primeiro, as redactoras de moda e colegas como estilistas, directoras de secção e da revista formam um grupo hermético, em que as rainhas na hierarquia são as directoras das revistas de moda, seguindo-se as redactoras que escrevem nos suplementos (p. 63). É como a redactora de moda do La Vanguardia ser superior nessa hierarquia à do Heraldo de la Fortuna, seguindo-se o resto das revistas, jornais, rádios. Segundo, as redacções organizam-se de modos distintos, pois há quem prefira ter as secções isoladas em espaços fechados e quem tenha uma perspectiva republicana, com a directora no centro, sem gabinete ou "aquário" (p. 73). A secção de moda fica num sítio afastado, com estantes e escadotes para colecções destinadas a produções fotográficas, destacando-se a sua importância pelo tráfego de modelos, fotógrafos e representantes de agências. Em terceiro, a directora tem uma vida social muito forte: vai a almoços com anunciantes, assiste a passagens de modelos, contacta com certos escritores e jornalistas selectos para páginas de destaque ou top images quando se trata de fotógrafos ou ilustradores (p. 143).
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Sarah Glattstein Franco é directora da revista Cosmopolitan em Espanha há vinte anos, responsável pela criação desse projecto jornalístico. O seu romance Diário de uma directora de revista... feminina é, aliás, dedicado à sua redacção, ou melhor "dizendo, as minhas redacções".

Afirma Glattstein que a história nada tem a ver com as suas experiências reais. Mas fala, obviamente, da redacção de revistas dedicadas à moda, em que uma jovem jornalista de Salamanca, Isabel Gonzaléz Mata, ingressada num improvável jornal generalista chamado Heraldo de la Fortuna, começa a escrever um pequeno espaço sobre moda. Conseguiu criar uma rede de contactos - desde lojas que abriam na cidade do rio Tormes até à quase inatingível passagem de modelos em Madrid. Aí, conhece Palmira Acevedo Campos, directora da Femme. Algum tempo depois já estava em Madrid, a trabalhar como redactora da melhor revista de Espanha. Com algumas peripécias, como a ida à bruxa, aventuras amorosas e partilha de apartamento com Carla, que a convenceu a adquirir um novo look na roupa e no cabelo, Isabel Gonzaléz (também conhecida pelo diminutivo Isa) ascende rapidamente. Mas a directora da revista sai e Gloria Ansorena substitui-a. Entra com ela Anne Mendo Daniel, que rapidamente se torna confidente de Isabel, enquanto o lugar de Jacqueline, directora de moda, fica periclitante. Logo depois, Isa torna-se directora da Mulher Prática, com Anne a subdirectora e mais outros "reforços" trazidos da Femme. A Mulher Prática precisava de se reposicionar no mercado, para concorrer directamente com a Femme. Foi na nova publicação que viajou a primeira vez para Paris. E, quando tudo parecia estabilizado, Isa recebe um convite para dirigir a Femme, ela mesma. A indefectível Anne e Jacqueline - que andava a escrever um romance - acompanham-na na nova aventura.

Deixo outras divertidas peripécias do romance, e concentro-me em algumas parcelas do livro, onde se descreve o ambiente de uma redacção de revista feminina. Primeiro, as redactoras de moda e colegas como estilistas, directoras de secção e da revista formam um grupo hermético, em que as rainhas na hierarquia são as directoras das revistas de moda, seguindo-se as redactoras que escrevem nos suplementos (p. 63). É como a redactora de moda do La Vanguardia ser superior nessa hierarquia à do Heraldo de la Fortuna, seguindo-se o resto das revistas, jornais, rádios. Segundo, as redacções organizam-se de modos distintos, pois há quem prefira ter as secções isoladas em espaços fechados e quem tenha uma perspectiva republicana, com a directora no centro, sem gabinete ou "aquário" (p. 73). A secção de moda fica num sítio afastado, com estantes e escadotes para colecções destinadas a produções fotográficas, destacando-se a sua importância pelo tráfego de modelos, fotógrafos e representantes de agências. Em terceiro, a directora tem uma vida social muito forte: vai a almoços com anunciantes, assiste a passagens de modelos, contacta com certos escritores e jornalistas selectos para páginas de destaque ou top images quando se trata de fotógrafos ou ilustradores (p. 143).
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Sarah Glattstein Franco é directora da revista Cosmopolitan em Espanha há vinte anos, responsável pela criação desse projecto jornalístico. O seu romance Diário de uma directora de revista... feminina é, aliás, dedicado à sua redacção, ou melhor "dizendo, as minhas redacções".

Afirma Glattstein que a história nada tem a ver com as suas experiências reais. Mas fala, obviamente, da redacção de revistas dedicadas à moda, em que uma jovem jornalista de Salamanca, Isabel Gonzaléz Mata, ingressada num improvável jornal generalista chamado Heraldo de la Fortuna, começa a escrever um pequeno espaço sobre moda. Conseguiu criar uma rede de contactos - desde lojas que abriam na cidade do rio Tormes até à quase inatingível passagem de modelos em Madrid. Aí, conhece Palmira Acevedo Campos, directora da Femme. Algum tempo depois já estava em Madrid, a trabalhar como redactora da melhor revista de Espanha. Com algumas peripécias, como a ida à bruxa, aventuras amorosas e partilha de apartamento com Carla, que a convenceu a adquirir um novo look na roupa e no cabelo, Isabel Gonzaléz (também conhecida pelo diminutivo Isa) ascende rapidamente. Mas a directora da revista sai e Gloria Ansorena substitui-a. Entra com ela Anne Mendo Daniel, que rapidamente se torna confidente de Isabel, enquanto o lugar de Jacqueline, directora de moda, fica periclitante. Logo depois, Isa torna-se directora da Mulher Prática, com Anne a subdirectora e mais outros "reforços" trazidos da Femme. A Mulher Prática precisava de se reposicionar no mercado, para concorrer directamente com a Femme. Foi na nova publicação que viajou a primeira vez para Paris. E, quando tudo parecia estabilizado, Isa recebe um convite para dirigir a Femme, ela mesma. A indefectível Anne e Jacqueline - que andava a escrever um romance - acompanham-na na nova aventura.

Deixo outras divertidas peripécias do romance, e concentro-me em algumas parcelas do livro, onde se descreve o ambiente de uma redacção de revista feminina. Primeiro, as redactoras de moda e colegas como estilistas, directoras de secção e da revista formam um grupo hermético, em que as rainhas na hierarquia são as directoras das revistas de moda, seguindo-se as redactoras que escrevem nos suplementos (p. 63). É como a redactora de moda do La Vanguardia ser superior nessa hierarquia à do Heraldo de la Fortuna, seguindo-se o resto das revistas, jornais, rádios. Segundo, as redacções organizam-se de modos distintos, pois há quem prefira ter as secções isoladas em espaços fechados e quem tenha uma perspectiva republicana, com a directora no centro, sem gabinete ou "aquário" (p. 73). A secção de moda fica num sítio afastado, com estantes e escadotes para colecções destinadas a produções fotográficas, destacando-se a sua importância pelo tráfego de modelos, fotógrafos e representantes de agências. Em terceiro, a directora tem uma vida social muito forte: vai a almoços com anunciantes, assiste a passagens de modelos, contacta com certos escritores e jornalistas selectos para páginas de destaque ou top images quando se trata de fotógrafos ou ilustradores (p. 143).
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Sarah Glattstein Franco é directora da revista Cosmopolitan em Espanha há vinte anos, responsável pela criação desse projecto jornalístico. O seu romance Diário de uma directora de revista... feminina é, aliás, dedicado à sua redacção, ou melhor "dizendo, as minhas redacções".

Afirma Glattstein que a história nada tem a ver com as suas experiências reais. Mas fala, obviamente, da redacção de revistas dedicadas à moda, em que uma jovem jornalista de Salamanca, Isabel Gonzaléz Mata, ingressada num improvável jornal generalista chamado Heraldo de la Fortuna, começa a escrever um pequeno espaço sobre moda. Conseguiu criar uma rede de contactos - desde lojas que abriam na cidade do rio Tormes até à quase inatingível passagem de modelos em Madrid. Aí, conhece Palmira Acevedo Campos, directora da Femme. Algum tempo depois já estava em Madrid, a trabalhar como redactora da melhor revista de Espanha. Com algumas peripécias, como a ida à bruxa, aventuras amorosas e partilha de apartamento com Carla, que a convenceu a adquirir um novo look na roupa e no cabelo, Isabel Gonzaléz (também conhecida pelo diminutivo Isa) ascende rapidamente. Mas a directora da revista sai e Gloria Ansorena substitui-a. Entra com ela Anne Mendo Daniel, que rapidamente se torna confidente de Isabel, enquanto o lugar de Jacqueline, directora de moda, fica periclitante. Logo depois, Isa torna-se directora da Mulher Prática, com Anne a subdirectora e mais outros "reforços" trazidos da Femme. A Mulher Prática precisava de se reposicionar no mercado, para concorrer directamente com a Femme. Foi na nova publicação que viajou a primeira vez para Paris. E, quando tudo parecia estabilizado, Isa recebe um convite para dirigir a Femme, ela mesma. A indefectível Anne e Jacqueline - que andava a escrever um romance - acompanham-na na nova aventura.

Deixo outras divertidas peripécias do romance, e concentro-me em algumas parcelas do livro, onde se descreve o ambiente de uma redacção de revista feminina. Primeiro, as redactoras de moda e colegas como estilistas, directoras de secção e da revista formam um grupo hermético, em que as rainhas na hierarquia são as directoras das revistas de moda, seguindo-se as redactoras que escrevem nos suplementos (p. 63). É como a redactora de moda do La Vanguardia ser superior nessa hierarquia à do Heraldo de la Fortuna, seguindo-se o resto das revistas, jornais, rádios. Segundo, as redacções organizam-se de modos distintos, pois há quem prefira ter as secções isoladas em espaços fechados e quem tenha uma perspectiva republicana, com a directora no centro, sem gabinete ou "aquário" (p. 73). A secção de moda fica num sítio afastado, com estantes e escadotes para colecções destinadas a produções fotográficas, destacando-se a sua importância pelo tráfego de modelos, fotógrafos e representantes de agências. Em terceiro, a directora tem uma vida social muito forte: vai a almoços com anunciantes, assiste a passagens de modelos, contacta com certos escritores e jornalistas selectos para páginas de destaque ou top images quando se trata de fotógrafos ou ilustradores (p. 143).
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Sarah Glattstein Franco é directora da revista Cosmopolitan em Espanha há vinte anos, responsável pela criação desse projecto jornalístico. O seu romance Diário de uma directora de revista... feminina é, aliás, dedicado à sua redacção, ou melhor "dizendo, as minhas redacções".

Afirma Glattstein que a história nada tem a ver com as suas experiências reais. Mas fala, obviamente, da redacção de revistas dedicadas à moda, em que uma jovem jornalista de Salamanca, Isabel Gonzaléz Mata, ingressada num improvável jornal generalista chamado Heraldo de la Fortuna, começa a escrever um pequeno espaço sobre moda. Conseguiu criar uma rede de contactos - desde lojas que abriam na cidade do rio Tormes até à quase inatingível passagem de modelos em Madrid. Aí, conhece Palmira Acevedo Campos, directora da Femme. Algum tempo depois já estava em Madrid, a trabalhar como redactora da melhor revista de Espanha. Com algumas peripécias, como a ida à bruxa, aventuras amorosas e partilha de apartamento com Carla, que a convenceu a adquirir um novo look na roupa e no cabelo, Isabel Gonzaléz (também conhecida pelo diminutivo Isa) ascende rapidamente. Mas a directora da revista sai e Gloria Ansorena substitui-a. Entra com ela Anne Mendo Daniel, que rapidamente se torna confidente de Isabel, enquanto o lugar de Jacqueline, directora de moda, fica periclitante. Logo depois, Isa torna-se directora da Mulher Prática, com Anne a subdirectora e mais outros "reforços" trazidos da Femme. A Mulher Prática precisava de se reposicionar no mercado, para concorrer directamente com a Femme. Foi na nova publicação que viajou a primeira vez para Paris. E, quando tudo parecia estabilizado, Isa recebe um convite para dirigir a Femme, ela mesma. A indefectível Anne e Jacqueline - que andava a escrever um romance - acompanham-na na nova aventura.

Deixo outras divertidas peripécias do romance, e concentro-me em algumas parcelas do livro, onde se descreve o ambiente de uma redacção de revista feminina. Primeiro, as redactoras de moda e colegas como estilistas, directoras de secção e da revista formam um grupo hermético, em que as rainhas na hierarquia são as directoras das revistas de moda, seguindo-se as redactoras que escrevem nos suplementos (p. 63). É como a redactora de moda do La Vanguardia ser superior nessa hierarquia à do Heraldo de la Fortuna, seguindo-se o resto das revistas, jornais, rádios. Segundo, as redacções organizam-se de modos distintos, pois há quem prefira ter as secções isoladas em espaços fechados e quem tenha uma perspectiva republicana, com a directora no centro, sem gabinete ou "aquário" (p. 73). A secção de moda fica num sítio afastado, com estantes e escadotes para colecções destinadas a produções fotográficas, destacando-se a sua importância pelo tráfego de modelos, fotógrafos e representantes de agências. Em terceiro, a directora tem uma vida social muito forte: vai a almoços com anunciantes, assiste a passagens de modelos, contacta com certos escritores e jornalistas selectos para páginas de destaque ou top images quando se trata de fotógrafos ou ilustradores (p. 143).
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